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JoaquimDasNeves

🌿A alma desperta no silêncio. Um cantinho simples e genuíno, onde cada reflexão é um convite a sentir, a inspirar e ver a vida com outro olhar. Este é o teu cantinho d’alma e coração.

JoaquimDasNeves

🌿A alma desperta no silêncio. Um cantinho simples e genuíno, onde cada reflexão é um convite a sentir, a inspirar e ver a vida com outro olhar. Este é o teu cantinho d’alma e coração.

Teatro/Revista: Três, a conta que Deus fez!

Uma comédia musical que mistura humor refinado, crítica política e social, numa estrutura inspirada

02.10.25, De coração aberto, Joaquim.

Ontem tive o prazer de ir ao teatro e já nem me lembrava, quando foi a última vez!

Fui assistir à peça Três, a conta que Deus fez!, uma comédia musical que mistura humor refinado, crítica política e social, numa estrutura inspirada no teatro de revista português. O elenco, bem esse reúne nomes com peso: Florbela Queiroz, Natalina José, António Calvário, Maria Tavares e Fátima Severino. Foi tão bom, um ótimo início de mês e de férias.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

A peça não tem um enredo linear no sentido tradicional, mas apresenta uma série de "rábulas", pequenos episódios, em que as veteranas atrizes (Florbela Queiroz, Natalina José e Maria Tavares) apresentam cenas caricatas sobre diversos aspetos do quotidiano português. Há trocadilhos espertos, humor mordaz, temas que despertam aquilo a que chamamos "dedo na ferida" sobre política, desigualdades, cultura, idiossincracias nacionais. António Calvário introduz canções conhecidas, revisitadas ou rearranjadas, e Fátima Severino traz leveza, frescura, humor e alma com a sua participação especial.

A peça Três, a conta que Deus fez! é a conjugação entre entretenimento e reflexão. Rir não é apenas rir pelo riso, mas antes rir para pensar. A estrutura da revista portuguesa serve como espelho: divertirmo-nos com estilos, danças, canções, mas também somos convidados a olhar para os nossos comportamentos, para as nossas incoerências, para o que toleramos mas também, ignoramos. O  humor aqui é 

O humor aqui não é escapista, é questionador.

As veteranas (Florbela Queiroz, Natalina José e Maria Tavares) trazem uma certa sabedoria: não apenas habilidades de palco, mas também legitimidade para falar do tempo, da mudança, do que ficou para trás ou do que persiste, muitas vezes por hábito. Já António Calvário oferece-nos nostalgia e inovação nas suas magnificas interpretações musicais equilibrando tradição e reinvenção.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Para mim, esta peça transmite algumas mensagens-chaves que quero partilhar: 

Responsabilidade coletiva: a "conta" que Deus fez pode ser vista como uma metáfora para a prestação de contas como sociedade que pode levantar questões. Um convite a questionarmo-nos, se estamos a fazer o suficiente? No que estamos a falhar e no que podemos melhorar?

Memória e identidade: o espetáculo apela ao reconhecimento das raízes culturais, ao valor da tradição, mas também à necessidade de evolução, de não repetir os erros do passado.

Humor (enquanto ferramenta de crítica): através do riso, conseguimos entrar em questões incómodas com menos barreiras. Rir, aproxima, liberta, mas também desafia. 

Temporariedade da vida artística: existe algo de homenagem, de celebração nas vozes daqueles que tanto fizeram (e ainda fazem) pelo teatro, pela música, pela cultura portuguesa. A experiência de ver e ouvir estas vozes quase místicas juntas traz consigo uma sensação de reverência, mas também de urgência: que continuem a existir palcos, plateias, diálogo. 

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Três, a conta que Deus fez! é mais do que um espetáculo para descontrair num final de dia. É um convite para pensar, para rir, para reconhecer o nosso próprio retrato no espelho da revista política e social. No final desta peça, sai-se com uma mistura de sorriso nos lábios, inquietude de pensamentos e gratidão pelo poder do palco para tocar realidades distintas. 

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Foi tão bom, tão leve e prazeroso esta noite.

Sai de coração cheio, com um sentimento de gratidão por me ter permitido sair da rotina e ter vindo assistir este espetáculo. A oportunidade de parar um momento para ouvir e aplaudir tão ilustres personalidades que fazem esta bonita arte para todos nós. Viva o Teatro!

E tu, conta-me nos comentários se costumas ir ao teatro? Qual a última peça que assististe? 

P. S. Podes acompanhar mais sobre esta peça através da página Sonhos em Cena.

Todas as fotos deste artigo, são propriedade de Sonhos em Cena do qual foram extraídas, única e exclusivamente para a realização deste artigo. Respetivos créditos atribuídos.