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JoaquimDasNeves

🌿A alma desperta no silêncio. Um cantinho simples e genuíno, onde cada reflexão é um convite a sentir, a inspirar e ver a vida com outro olhar. Este é o teu cantinho d’alma e coração.

JoaquimDasNeves

🌿A alma desperta no silêncio. Um cantinho simples e genuíno, onde cada reflexão é um convite a sentir, a inspirar e ver a vida com outro olhar. Este é o teu cantinho d’alma e coração.

Honoris Causa no Tagus Park: um encontro entre arte, espiritualidade e humanidade.

12.10.25, De coração aberto, Joaquim.

Existem momentos em que o tempo parece parar e o que testemunhamos deixa de ser um simples evento para tornar-se experiência. Estive presente no Tagus Park, no dia 11 de outubro de 2025, e o que vi foi muito mais que uma cerimómia foi um encontro de almas, de histórias e de propósitos.

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O Instituto Vasconcelos de São Paulo promoveu uma tarde de reconhecimento e emoção ao atribuir o Título Doutor Honoris Causa a diversas dezenas de personalidades que têm contribuído para unir arte, espiritualidade e consciência humana. De entre os divermos homenageados e reconhecimentos estiveram o artista plástico Ed Ribeiro, conhecido como o "Pintor dos Orixás", Dra. Andreza Sá, Solange Barreto, Vanessa Noronha Tölle, Bispo Wagner Neto, Joana Bahia, Mãe Kátia, Rodolfo Marques, Ricardo Rosa, entre outras tantas individualidades.

A condução da homenagem ficou a cargo da Iyalorixá Branca de Yemanjá, uma das maiores referências do Candomblé em território europeu e também colunista do AxéNews. O jornalista e diretor do jornal AxéNews, Leandro Ribeiro, acompanhou e deu combertura jornalística completa a toda a ceremónia.

Todo o protocolo da cerimónia foi conduzido pelo Babalorixá Eduardo Martinez, que emocionou o público ao afirmar que "o conhecimento não é apenas académico, é também espiritual, emocional e cultural". A presença da Iyalorixá Branca de Yemanjá trouxe ainda mais força simbólica, lembrando a todos que o saber ancestral é um pilar essencial do desenvolvimento humano e social.

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Entre aplausos, cânticos e discursos inspiradores, o ambiente no Tagus Park refletiu a essência do verdadeiro conhecimento: aquele que une mentes e corações.

Mais do que uma distinção honorífica, o evento simbolizou uma ponte entre Portugal e o Brasil, entre ciência e fé, entre razão e alma. Um convite a reconhecermos que o progresso humano não depende apenas de diplomas, mas da capacidade de transformar vidas através da empatia, da arte e do serviço ao outro.
 
 “Ser reconhecido é bonito. Mas ser reconhecido por tocar vidas é o verdadeiro mérito.”
 

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Foi um privilégio poder estar presente nesta cerimónica, a convite do meu amigo Ricardo Rosa e poder testemunhar e vivenciar esta experiência.
Num mundo em que tantas vezes valorizamos o ruído, com tantas distrações e tantas coisas a fazer que esquecemos de parar para nos ouvirmos, sentirmos e entender-nos. Foi um instante de escuta, um tributo à sabedoria que nasce do silêncio interior de cada um de nós e da partilha.
Afinal, as respostas sempre estiveram dentro de nós. Cada um de nós somos convidados a olhar para dentro, a descobrir que não precisamos de procurar fora aquilo que já habita dentro do nosso coração.
  
Já, no final da cerimónia o Universo falou na linguagem do silênciao, como podemos ver na foto seguinte, através das palmeiras que dançavam com o vento, na luz dourada que nos ofereceu sem pedir nada em troca. Foi, sem dúvida, uma dádiva, lembrando de que tudo o que procuramos já habita em nós.
 
Gratidão por leres este artigo. Peço o favor de o partilhares com alguém que conheces e precisa ler.
 

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Para a elaboração deste artigo, recorri aos seguintes créditos e referências: Instituto Vasconcelos de São Paulo, Babalorixá Eduardo Martinez, Iyalorixá Branca de Yemanjá. Todas as fotos são de autoria própria.

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