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JoaquimDasNeves

🌿A alma desperta no silêncio. Um cantinho simples e genuíno, onde cada reflexão é um convite a sentir, a inspirar e ver a vida com outro olhar. Este é o teu cantinho d’alma e coração.

JoaquimDasNeves

🌿A alma desperta no silêncio. Um cantinho simples e genuíno, onde cada reflexão é um convite a sentir, a inspirar e ver a vida com outro olhar. Este é o teu cantinho d’alma e coração.

Biscoitos de aveia, banana e mel

17.11.25, De coração aberto, Joaquim.

O artigo de hoje, aqui no blogue é um "docinho sem pecado".

Espero que te encontres bem e que tenhas tido um ótimo dia. Já há alguns dias que andava com vontade de fazer esta receitinha de uns Biscoitos de aveia, banana e mel. Hoje, foi o dia! E claro, como gosto sempre de dar o meu cunho pessoal, acrescentei alguns ingredientes para tornar esta receita mais personalizada. O resultado? Estão deliciosas! 

Os ingredientes:

  • 3 bananas madura;
  • 2 canecas de chá de flocos de aveia;
  • 1 colher de sopa de mel;
  • 1 colher de chá de canela em pó;
  • 1 chávena de café de uvas passas;
  • 1 chávena de café de pepitas de chocolate.

BISCOITOS2.png

Comecei por aquecer o forno a 180º C;
De seguida, esmaguei as bananas com um garfo até formar um puré. Juntei os flocos de aveia com o mel, as uvas passas até formar uma massa homogénea; Pulvilhei com canela e envolvi tudo.
Estendi uma folha de papel vegetal sobre o tabuleiro. Com o auxílio de uma forma redonda, estendi a massa formando a forma de bolachas.
Na parte de cima, espalhei umas pepitas de chocolate e levei ao forno por cerca de 10 a 15 minutos, até ficarem douradas.
Por fim, deixar arrefecer para firmarem.
Ficaram exatamente como na foto. E tu, já alguma vez fizestes estes biscoitos de aveia, banana e mel?

----- 3 dicas extra -----


Deixo ainda, algumas três dicas extra para tornar os teus biscoitos mais docinhos:

  • Quanto mais maduras estiverem as bananas, mais doces ficam os teus biscoitos;
  • Guarda num frasco fechado por cerca de 3 a 4 dias;
  • Para obteres uma crocância extra, deixa no forno por mais 2 a 3 minutos. 

Bom apetite!

Diz-me aí nos comentários se gostaste da receita!

“Respira”: Quando a Vida Nos Testa até ao Limite

13.11.25, De coração aberto, Joaquim.

Este fim de semana descobri uma série que me colou, literalmente, ao ecrã.

Falo-te da série "Respira", da Netflix, uma produção espanhola que se passa no Hospital Joaquín Sorolla, em Valência, e aborda temas como dilemas éticos, vícios e as pressões que são enfrentadas pelos profissionais de saúde. A série é da autoria de Carlos Montero, conhecido por seu trabalho na série "Elite" e conta com um elenco notável, incuindo Najwa Nimri, Aitana Sánchez-Gijón e Manu Rios.

A primeira temporada, estreou, na Netflix a 30 de agosto de 2024. A 11 de dezembro de 2024, a Netflix confirmou oficialmente a segunda temporada da série "Resira" que estreou há pouco mais de um mês, a 31 de outubro de 2025.

A série é muito mais do que uma história de sobrevivência. É um espelho das nossas próprias lutas aquelas que travamos em silêncio, entre o peso das expectativas e o medo de falhar.

A protagonista principal, Patrícia Segura (a Presidente) interpretada por Najwa Nimri, que luta por um cancro da mama ao mesmo tempo, pela sua carreira profissional, vê-se obrigada a enfrentar não só a natureza, mas também as suas próprias sombras. ada respiração torna-se um ato de coragem. É como se a série nos lembrasse que, às vezes, o maior desafio não é escapar de uma montanha íngreme e traiçoeira, mas aprender a lidar com os caos dentro de nós mesmos e o que está à nossa volta.

Na vida profissional e pessoal, também nos vemos muitas vezes assim: a tentar manter o equilíbrio quando tudo parece desabar. Há dias em que o simples gesto de respirar fundo já é uma grande vitória. É, pois, nestes momentos que a força e garra interior, aquela força silenciosa que raramente mostramos se revela.

serie RESPIRA.jpg

Mas "Respira" vai muito além do heroísmo. A série expõe também um lado mais sombrio da natureza humana: o de quem se aproveita da fragilidade do outro. Seja em um ambiente de trabalho competitivo ou nas relações do dia a dia, há sempre quem veja a vulnerabilidade como oportunidade. E é aí que a série nos convida à reflexão sobre empatia, limites e o verdadeiro sentido da força. 

Porque ser forte não é nunca cair. É levantar-se, mesmo quando o chão parece desaparecer debaixo dos nossos pés. É reconhecer que todos, em algum momento, precisamos parar, respirar e recomeçar.

Entendo que esta série "Respira" é, no fundo, um lembrete de que a vida vai sempre testar-nos, sem aviso. Que haverá sempre pessoas que tentarão tirar proveito da nossa dor. Mas também que há em nós uma chama pequena, porém persistente capaz de guiar-nos mesmo nas tempestades mais escuras.

E talvez o segredo esteja mesmo aí: não em lutarmos contra tudo o tempo inteiro, mas em permitir-mo-nos respirar. Encontar um segundo de pausa no meio do caos e lembrar-mo-nos de quem realmente somos. Porque é nesse instante, entre um suspiro e outro, que reencontramos a nossa força. 

Lembremo-nos sempre, cada desafio é uma oportunidade para regressarmos a nós próprios para ouvir o corpo, acalmar a mente e alinhar o coração. Respirar é o primeiro passo para o autoconhecimento, para a clarezae para a coragem de continuar. A vida não pede perfeição, apenas presença.

Adorei esta série e recomendo-a, sem hesitar. Todavia, quero alertar que nesta série irás encontrar muitas cenas e imagens que poderão impressionar os mais sensíveis.

Diz-me aí nos comentários se já assististe a esta série, ou se já sabias da sua existência?

𝗖𝗮𝗹𝗱𝗼 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗲: 𝗼 S𝗮𝗯𝗼𝗿 M𝗮𝗶𝘀 A𝘂𝘁𝗲̂𝗻𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹

13.11.25, De coração aberto, Joaquim.

O 𝗖𝗮𝗹𝗱𝗼 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗲 é aquela sopa que é um clássico de Outono e Inverno. A sopa perfeita para os dias mais frios que nos aquece o corpo e a alma. Sabes, aqueles dias em que te apetece algo? Foi assim, há dois dias atrás, apeteceu-me caldo verde. Uma sopa tradicionalmente reconfortante e repleta de sensações únicas. 𝗘𝘀𝘁𝗮 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗹𝗱𝗼 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮𝘇 𝗼 𝘀𝗮𝗯𝗼𝗿 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗮𝘂𝘁𝗲̂𝗻𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹, de uma forma simples e reconfortante. Desta forma, decidi partilhar contigo esta receita, mas antes disso, deixa-me que te diga que, habitualmente, leio as receitas e gosto sempre de dar o meu toque especial. Literalmente, gosto de meter o meu cunho pessoal, gosto de "inventar" e quem prova as minhas receitas dá sempre um parecer positivo. E tu, também és assim?

Para esta receita, inspirei-me na receita do chef Paulo Oliveira, que podes assistir AQUI ou através do instagram na página terapianofogo, aproveita para deixar o teu gosto e seguir para te deliciares com as receitas do chef.

Caldo Verde.jpg

Agora, vamos para a 𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗲 𝗶𝗻𝗴𝗿𝗲𝗱𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀:

🥔 6 a 8 batatas médias;
🥕 3 cenouras médias;
🧅 1 cebola média;
🧄 3 a 4 dentes de alho;
🥬 300 a 400 gramas de caldo verde ou couve cortada finamente;
🍂 2 folhas de louro;
🌭 2 chouriças;
🫒 Azeite q.b.;
🏖️ Sal q.b.
De seguida, apresento-te o modo de 𝗽𝗿𝗲𝗽𝗮𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗰𝗼𝗻𝗳𝗲𝗰𝗰̧𝗮̃𝗼 deste repasto divino:
✅ Comecei por colocar meia panela de água no fogão, em lume médio; 
✅ De seguida, comei por descascar as batatas, as cenouras, a cebola e os alhos e cortei-os aos cubos. Depois de lavados em água corrente, coloquei-os na panela juntamente com um punhado do caldo verde, duas folhas de louro, um fio de azeite e sal q.b., por cerca de 30 minutos;
✅ Retirei as folhas de louro e passei todos os ingredientes com uma varinha mágica;
✅ Juntei o restante caldo verde, baixei o fogo por cerca de 5 minutos e desliguei o fogão, deixando que a couve cozinhasse no calor do caldo.
✅ De seguida, cortei as duas chouriças às rodelas, sem as separar e levei na Airry, a 200 graus, por 10 minutos.
 
Finalizado o processo da assadura das chouriças na airfry, foi o momento de me deliciar com este caldo divino.
E aí por casa, tens por hábito fazer esta receita? Conta-me tudo aí nos comentários e diz-me, também, de onde me estás a ler. Irei gostar muito de saber.
 
Espero que esta partilha desperte em ti a vontade de recriar esta receita. Partilha-a nos teus stories do instagram e marca @joaqdasneves para que eu possa ir lá colocar um gosto e deixar um comentário.
 
Bom apetite e, uma ótima semana!
 

A Magia do Magusto e o Calor de São Martinho em Portugal

11.11.25, De coração aberto, Joaquim.

O cheiro a castanhas assadas é, talvez, um dos aromas mais reconfortantes do outono português. Quando o ar começa a arrefecer e as folhas pintam as ruas de tons dourados, há uma tradição que nos aquece o corpo e o coração: o Magusto. Mais do que um simples encontro à volta das fogueiras ou da lareira, o Magusto é um ritual de partilha, amizade e memórias que atravessam gerações.

Conta-me nos comentários que memórias te traz o Magusto?!

Fonte da foto: extraída da página sóparamulheres.pt

A história que dá origem a esta celebração remonta ao século IV, quando Martinho, um soldado romano, cavalgava num dia de muito frio e bastante chuvoso. Ao cruzar-se com um mendigo gelado, não hesitou em cortar a sua capa ao meio e oferecer metade ao mendigo. Imediatamente depois, conta a lenda, o céu abriu-se e o sol brilhou surgindo a célebre expressão "Verão de São Martinho", esse período de calor inesperado que ainda hoje sentimos por volta do 11 de novembro.

O soldado Martinho acabou por tornar-se bispo e santo, símbolo de bondade, generosidade e calor humano. Desde então, o seu gesto inspira um dia em que celebra-se não só a colheita e o início do inverno, mas também a partilha e o reencontro.

Festejar o Magusto é um ritual profundamente enraizado em Portugal, com pequenas variações de norte a sul. O elemento central é o fogo, símbolo de purificação e união à volda do qual se assam as castanhas. A lenha crepita, as brasas brilham e, em poucos minutos, o aroma espalha-se, chamando vizinhos, amigos e familiares.

Tradicionalmente, as castanhas são assadas nas brasas ou cozidas em panela, polvilhadas com sal grosso.

Acompanhadas de jeropiga, água-pé ou do primeiro vinho do ano, tornam-se pretexto para risos, histórias e rostos manchados de cinza uma brincadeira que, em muitos lugares, ainda resiste.

Em escolas, aldeias e praças, o Magusto transforma-se num convívio coletivo: há jogos tradicionais, canções e até quem dance à volta do fogo. É um tempo em que o simples se sobrepõe ao apressado e em que o calor humano (tão necessário) ganha destaque sobre o frio da estação.

De lés-a-lés, de norte a sul, cada região tem o seu toque especial. A norte do país, é comum acender grandes fogueiras comunitárias, enquanto que mais ao centro e a sul reúnem-se as famílias em pátios e quintais. Em Trás-os-Montes, por exemplo, o Magusto é também um símbolo de abundância e agradecimento pelas colheitas. á nas escolas, a tradição ganhou novas formas: castanhas embrulhadas em papel pardo, canções infantis e atividades que mantêm viva a chama desta celebração entre os mais novos.

A verdade é que mesmo com o passar dos anos e o ritmo (tão) acelerado da vida moderna, o Magusto continua a ser um convite à pausa.  É um lembrete de que a simplicidade, um fogo, um punhado de castanhas em boa companhia ainda pode ser o maior luxo.

No fundo, o Magusto e o Dia de São Martinho lembram-nos que o calor mais verdadeiro não vem do fogo, mas do gesto de partilhar. É o sorriso trocado, os copos que se erguem, as gargalhadas que ecoam pelas aldeias e quintais.

Que este novembro, entre castanhas, vinho novo e bons amigos, possamos honrar o espírito de São Martinho: aquecer o coração dos outros e o nosso também, que tantas vezes no dia a dia parece esquecido.

E talvez, ao redor da fogueira ou numa caminhada na natureza entre as folhas caídas, recordar que a vida faz-se destes simples insrantes onde o tempo abranda (e, precisa de abrandar), o corpo repousa e a alma encontra novamente o seu lugar.

Se estás a ler-me de Portugal ou, de qualquer outro canto do Mundo, conta-me nos comentários, vou adorar, saber. 

Desejo-te um feliz Dia de São Martinho e uma boa semana. 

 

Abraço de outono

10.11.25, De coração aberto, Joaquim.

Poema - Abraço de Outono.jpg
No outono, o frio chega devagarinho, traz consigo o sussurro das folhas caídas,
pintam o chão de um silêncio dourado que dança com a chuva em tardes demoradas.

A brisa leve mistura-se ao nevoeiro, desenham caminhos suaves em dias chuvosos,
onde tudo parece querer acalmar, como uma pausa doce oferecida pelo tempo.

Entre chá quente e mantas que nos envolvem, o corpo encontra repouso e a alma abrigo.
Há comida que conforta, filmes que aquecem, e amigos que tornam-se casa mesmo à distância.

E assim o outono entra, silencioso e inteiro, ensinando-nos que há beleza em abrandar,
Em acalmar o corpo e a mente, em sentir o momento, em simplesmente estar.