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JoaquimDasNeves

🌿A alma desperta no silêncio. Um cantinho simples e genuíno, onde cada reflexão é um convite a sentir, a inspirar e ver a vida com outro olhar. Este é o teu cantinho d’alma e coração.

JoaquimDasNeves

🌿A alma desperta no silêncio. Um cantinho simples e genuíno, onde cada reflexão é um convite a sentir, a inspirar e ver a vida com outro olhar. Este é o teu cantinho d’alma e coração.

Liberdade além do véu: o convite para olharmos sem julgamentos.

“A verdadeira liberdade não está em mostrar o rosto ao mundo, mas em sentir-se livre por dentro.”

20.10.25, De coração aberto, Joaquim.

Portugal aprovou recentemente a proibição do uso da burca, uma medida que tem gerado debates acessos sobre a liberdade individual, seguranla e direitos humanos. Hoje decidi trazer este tema aqui ao blog com o intuito de provocar reflexões sobre esta questão ou sobre a liberdade de ser. Mas, para além da política e das opiniões divergentes, esta tema convida-nos a uma reflexão mais profunda: o que é, afinal, a liberdade? A liberdade do Ser.

Vivemos a Nova Era, numa época em que muito se fala de autenticidade e de sermos nós mesmos, mas, paradoxalmente, é também o tempo em que mais máscara usamos. Algumas são visíveis como um véu, uma roupa ou um símbolo outras são invísiveis, feitas de medo, de condicionamentos ou da necessidade de pertencer.  A proibição da burca, embora vista por alguns como uma forma de libertação, pode ser sentida por outros como uma limitação da sua identidade espiritual e cultural.

Foto de Imad Alassiry na Unsplash.

O autoconhecimento convida-nos a olhar para além do visível. Ensina-nos que a verdadeira liberdade não está em mostrar o rosto ao mundo, mas em sentir-se livre por dentro, independentemente do que o mundo vê. Quando nos conhecemos em profundidade, percebemos que a essência da alma é intocável nenhuma lei, véu ou proibição pode aprisionar aquilo que é verdadeiramente nosso: o espírito.

A espiritualidade  lembra-nos que cada ser humano é um espelho do divino. E quando julgamos a escolha do outro, seja ela qual for, afastamo-nos dessa verdade. O respeito do reconhecimento de que o caminho de cada um é único, e que nem sempre compreendemos as razões que o moldam. Talvez este momento em Portugal seja um convite para uma introspeção coletiva: quantas vezes também nós escondemos o nosso verdediro eu por medo do julgamento? Quantas vezes seguimos regras extremas sem questionar se correspondem à nossa verdade interior?

O "véu" pode ser simbólico representa tudo o que usamos para nos proteger, mas que também pode limitar a nossa expressão. Retirá-lo exige coragem e presença, tal como respeitar quem escolheu mantê-lo também exige consciência e empatia. 

A verdadeira liberdade não está em mostrar o resto ao mundo, mas em sentir-se livre por dentro."

No fundo, na minha ótica, o que está em jogo é mais do que um pedaço de tecido: é o direito de cada alma a expressar-se livremente, dentro e fora. A verdadeira liberdade nasce quando olhamos para o outro sem impor a nossa visão, quando aprendemos a ver para além das aparências e reconhecemos no outro o mesmo desejo de paz e dignidade que habita em nós. 

Que esta notícia desperte em nós o convite para olhar mais fundo, compreender sem julgar e escolher, a cada dia, o caminho da empatia e da consciência. 

Convido-te a partilhar nos comentários o que significa para ti liberdade verdadeira e como a vives no teu dia a dia. 

 

 

Deliciosas Cookies de Chocolate: prontas em 3 minutos!

18.10.25, De coração aberto, Joaquim.

Finalmente, para mim, chegou o fim de semana! 

É tão bom ter dois dias de pausa, só para nós, para cuidar dos nossos e do nosso lar. E para um docinho, pois para amargos já bastam alguns desafios da vida. 😀

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A receita que te trago são umas deliciosas cookies de chocolate, super fáceis e rápidas de confecionar, prontas em apenas três minutos no microondas. Como assim, no microondas? Pois é , eu também tive a mesma reação. E  história por trás destas delícias coockies, conheces. Tenho a certeza que vais surpreender-te ainda mais.

Espero que já tenhas posto o avental, pois já reuni todos os ingredientes que vais precisar:

  • 80 gramas de farelo de aveia;
  • 2 gramas de Stevia ou Adoçante granulado;
  • ovo grande inteiro;
  • 50 a 60 gramas de chocolate amargo;
  • Sal qb.;
  • Alguns frutos secos, a gosto.

Agora, é hora de por mãos à obra e fazer acontecer. Preparado(a)? Vamos embora!

  • Começa por pegar uma tigela e misturar a aveia com a stévia e o ovo inteiro. Envolvemos todos os ingredientes até formar uma massa;
  • De seguida, cortamos o chocolate em pedaços pequenos;
  • Com as tuas mãos de fada, bem limpinhas, vais formar bolas do tamanho que desejares e vais adicionar pedaços de chocolate;
  • Agora, cobre um prato com papel vegetal, espalha as bolinhas em cima e pressiona-as até formar a forma de um biscoito; 
  • Por fim, a tarefa mais difícil, leva ao microondas até três minutos na potência máxima. E pronto, a magia está feita. Mas atenção, controla o teu coração porque vais ter que deixar as tuas cookies arrefecer. Consegues resistir a este tempo de espera?

Quer estejas sozinho(a) ou acompanhado(a), disfruta desta goluseima divina.

Conta-me aí nos comentários se já fizeste estas cookies de chocolate ou de vais fazê-las. Convido-te também a partilhar uma foto nas stories e marcar @joaqdasneves para que eu possa ir lá deixar um gosto.

Desejo-te um feliz fim de semana e bom apetite!

P.S. Se quiseres conhecer a história por trás destas cookies de chocolate, comenta "Quero"!

O Silêncio Que Cura: Encontra-se num Mundo de Ruído.

13.10.25, De coração aberto, Joaquim.

Existem dias que dou por mim a observar o mundo e venho percebido o quão nos afastámos e temos vindo a afastar de nós próprios.
Vivemos constantemente conectados a tudo e, paradoxalmente, desligados daquilo que mais importa: o nosso sentir.

Então, escrevo estas palavras como quem deixa um lembrete no vento, para mim e para ti: ainda há tempo de voltar ao essencial, de regressar ao silêncio, é tão necessário.

Vivemos num tempo em que tudo parece urgente. As notificações apitam, os prazos apertam, e o ruído exterior torna-se tão constante que deixamos de ouvir o essencial, a nossa própria voz interior.

Fazemos tanto, queremos tanto, e exigimos tanto dos outros e de nós próprios, que esquecemos o ato mais simples e poderoso: parar.

Sim, parar para ouvir.
Sim, parar para sentir.
Sim, parar para entender o que realmente nos move, o que o nosso corpo e alma tentam sussurrar entre o caos do dia a dia, de todos os dias.

É nesse silêncio que se revelam as respostas que tanto procuramos fora: nos livros, nas redes sociais (cada vez mais tóxicas), nas pessoas, nos sucessos ou nas promessas de um “amanhã melhor”.

Mas permite-me que te diga: a verdade é que tudo o que precisamos já habita em nós escondido sob camadas de distrações, de medos, de pressas, do perdão que nunca pedimos.

Quando nos permitimos escutar o nosso coração, abrimos espaço para a cura, para a clareza e para a gratidão.

É nesse instante que compreendemos que a vida não é sobre ter tudo, mas sobre estar inteiro. E, talvez, seja por esquecermos isso que o mundo está como está, tão barulhento, impaciente, desconectado.

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Precisamos de (re)aprender a ser gratos, por quem somos, pelas experiências e ensinamentos dos nossos ancestrais e da jornada de vida, muito mais do que pelos bens materiais.

Convido-te, hoje, a fazer uma pausa.
Respira fundo.
Fecha os olhos.
Pergunta a ti mesmo: neste momento, o que o meu silêncio quer dizer-me?
Ouve…
A resposta virá. Sempre vem.

De seguida, para finalizar, deixo-te uma lista de Leituras Que Inspiram.

Há palavras que nos recordam do caminho de volta ao essencial. Livros que não se lêem apenas com os olhos, mas com a alma. Diria, são como portais silenciosos que nos ajudam a reencontrar a paz, o propósito e o sentido do ser.

Acredito que se este tema ressoou contigo, certamente, encontrarás eco nestas obras:

  1. O Poder do Agora, de Eckhart Tolle;
  2. O Milagre da Atenção Plena, de Thich Nhat Hanh;
  3. Viver a Catástrofe Total, de Jon Kabat-Zinn;
  4. As Sete Leis Espirituais do Sucesso, de Deepak Chopra;
  5. Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés;
  6. A Arte da Felicidade, de Dalai Lama & Howard Cutler;
  7. O Homem e os Seus Símbolos, de Carl Jung.

Cada leitura é uma semente.

E cada semente, quando regada com silêncio, floresce em consciência. 🌿

E tu, já viveste algum momento em que o silêncio te trouxe uma resposta ou uma libertação interior? Partilha nos comentários a tua experiência ela pode inspirar alguém a reencontrar o seu próprio caminho. Se preferires podes partilhá-la em privado.

Se faz sentir, faz sentido!
Luz, Paz e Amor.

 

Honoris Causa no Tagus Park: um encontro entre arte, espiritualidade e humanidade.

12.10.25, De coração aberto, Joaquim.

Existem momentos em que o tempo parece parar e o que testemunhamos deixa de ser um simples evento para tornar-se experiência. Estive presente no Tagus Park, no dia 11 de outubro de 2025, e o que vi foi muito mais que uma cerimómia foi um encontro de almas, de histórias e de propósitos.

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O Instituto Vasconcelos de São Paulo promoveu uma tarde de reconhecimento e emoção ao atribuir o Título Doutor Honoris Causa a diversas dezenas de personalidades que têm contribuído para unir arte, espiritualidade e consciência humana. De entre os divermos homenageados e reconhecimentos estiveram o artista plástico Ed Ribeiro, conhecido como o "Pintor dos Orixás", Dra. Andreza Sá, Solange Barreto, Vanessa Noronha Tölle, Bispo Wagner Neto, Joana Bahia, Mãe Kátia, Rodolfo Marques, Ricardo Rosa, entre outras tantas individualidades.

A condução da homenagem ficou a cargo da Iyalorixá Branca de Yemanjá, uma das maiores referências do Candomblé em território europeu e também colunista do AxéNews. O jornalista e diretor do jornal AxéNews, Leandro Ribeiro, acompanhou e deu combertura jornalística completa a toda a ceremónia.

Todo o protocolo da cerimónia foi conduzido pelo Babalorixá Eduardo Martinez, que emocionou o público ao afirmar que "o conhecimento não é apenas académico, é também espiritual, emocional e cultural". A presença da Iyalorixá Branca de Yemanjá trouxe ainda mais força simbólica, lembrando a todos que o saber ancestral é um pilar essencial do desenvolvimento humano e social.

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Entre aplausos, cânticos e discursos inspiradores, o ambiente no Tagus Park refletiu a essência do verdadeiro conhecimento: aquele que une mentes e corações.

Mais do que uma distinção honorífica, o evento simbolizou uma ponte entre Portugal e o Brasil, entre ciência e fé, entre razão e alma. Um convite a reconhecermos que o progresso humano não depende apenas de diplomas, mas da capacidade de transformar vidas através da empatia, da arte e do serviço ao outro.
 
 “Ser reconhecido é bonito. Mas ser reconhecido por tocar vidas é o verdadeiro mérito.”
 

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Foi um privilégio poder estar presente nesta cerimónica, a convite do meu amigo Ricardo Rosa e poder testemunhar e vivenciar esta experiência.
Num mundo em que tantas vezes valorizamos o ruído, com tantas distrações e tantas coisas a fazer que esquecemos de parar para nos ouvirmos, sentirmos e entender-nos. Foi um instante de escuta, um tributo à sabedoria que nasce do silêncio interior de cada um de nós e da partilha.
Afinal, as respostas sempre estiveram dentro de nós. Cada um de nós somos convidados a olhar para dentro, a descobrir que não precisamos de procurar fora aquilo que já habita dentro do nosso coração.
  
Já, no final da cerimónia o Universo falou na linguagem do silênciao, como podemos ver na foto seguinte, através das palmeiras que dançavam com o vento, na luz dourada que nos ofereceu sem pedir nada em troca. Foi, sem dúvida, uma dádiva, lembrando de que tudo o que procuramos já habita em nós.
 
Gratidão por leres este artigo. Peço o favor de o partilhares com alguém que conheces e precisa ler.
 

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Para a elaboração deste artigo, recorri aos seguintes créditos e referências: Instituto Vasconcelos de São Paulo, Babalorixá Eduardo Martinez, Iyalorixá Branca de Yemanjá. Todas as fotos são de autoria própria.

A Desumanidade em Tempos de Conexão Digital

05.10.25, De coração aberto, Joaquim.

Vivemos numa era em que a proximidade virtual nunca foi tão evidente, e, paradoxalmente, a distância humana nunca foi tão profunda. As redes sociais, criadas para aproximar pessoas, converteram-se muitas vezes em palcos de julgamento, competição e ofensa gratuita. A ofensa voluntária tornou-se um reflexo de um egocentrismo cada vez mais crescente, em que a dor do outro é invisível e a busca por atenção sobrepõe-se ao respeito.

É tão assustador (a meu ver) como, por trás de um ecrã, dissove-se a consciência de que existem outros seres humanos do outro lado, com histórias, fragilidades e emoções. A facilidade de digitar uma frase agressiva ou lançar um crítica cruel substitui o exercício da empatia, e a humanidade foi sendo silenciada pelo ruído do ego, de cada um.

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Na minha humilde opinião, a pandemia da Covid-19 poderia ter sido um marco de viragem. Estivemos isolados, fomos confrontados com a nossa vulnerabilidade, experimentámos coletivamente a fragilidade da vida. Parecia inevitável que daí pudesse brotar uma sociedade mais solidária, mais consciente da importância do cuidado e da palavra. No entanto, sete anos decorridos, o que vemos é o contrário: discursos de ódio, sem dó nem piedade multiplicam-se, a intolerância cresce e a humanidade parece ter ficado esquecida nas estatísticas diárias de casos e mortes. Mas, afinal, para onde caminhamos?

Também nas grandes causas internacionais vemos como a polarização domina. Figuras públicas, líderes e cidadãos comuns assumem posições diferentes, cada um defendendo o que sente ser justo. Uns apoiam uma causa, outros seguem por caminhos opostos e está tudo bem. No fundo, cada um segue o seu coração e essa escolha é livre, mas também deixa marcas. Apoiar uma causa não é apenas um ato político, é sim um reflexo da humanidade que escolhemos expressar. 

A questão que se impõe é o que nos resta de humano quando banalizamos a dor do outro? Quando odender torna-se um hábito, e a empatia, uma raridade? Talvez a grande lição a reter seja perceber que a tecnologia em si não é desumana, mas o uso que fazemos dela reveza a fragilidade da nossa ética no coletivo.

Fazendo jus à revista que, por estes dias, está em exibição no teatro Maria Vitória "Pára, Que É Urgente!" se queremos reconstruir humanidade, precisamos reeducar a forma como nos relacionamos online, aprender a ouvir, a respeitar e a compreender. Tenho para mim, que não se trata de apagar diferenças, mas lembrar que o valor da vida não se mede com curtidas, partilhas ou comentários ofensivos, mas sim na capacidade de nos reconhecermos no outro.

A pandemia mostrou-nos que somos frágeis, todavia, não nos ensinou (ou não quisemos aprender) que também somos responsáveis pelo impacto que deixamos nos outros. O desafio permanece e é contínuo: resgatar a humanidade perdida num mundo que confunde conexão com empatia.

Está tudo bem em ter pontos de vista diferentes, é possível expressarmos a nossa opinião mesmo que contrária, mas sejamos empáticos com os outros.

 

 

 

 

Teatro/Revista: Três, a conta que Deus fez!

Uma comédia musical que mistura humor refinado, crítica política e social, numa estrutura inspirada

02.10.25, De coração aberto, Joaquim.

Ontem tive o prazer de ir ao teatro e já nem me lembrava, quando foi a última vez!

Fui assistir à peça Três, a conta que Deus fez!, uma comédia musical que mistura humor refinado, crítica política e social, numa estrutura inspirada no teatro de revista português. O elenco, bem esse reúne nomes com peso: Florbela Queiroz, Natalina José, António Calvário, Maria Tavares e Fátima Severino. Foi tão bom, um ótimo início de mês e de férias.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

A peça não tem um enredo linear no sentido tradicional, mas apresenta uma série de "rábulas", pequenos episódios, em que as veteranas atrizes (Florbela Queiroz, Natalina José e Maria Tavares) apresentam cenas caricatas sobre diversos aspetos do quotidiano português. Há trocadilhos espertos, humor mordaz, temas que despertam aquilo a que chamamos "dedo na ferida" sobre política, desigualdades, cultura, idiossincracias nacionais. António Calvário introduz canções conhecidas, revisitadas ou rearranjadas, e Fátima Severino traz leveza, frescura, humor e alma com a sua participação especial.

A peça Três, a conta que Deus fez! é a conjugação entre entretenimento e reflexão. Rir não é apenas rir pelo riso, mas antes rir para pensar. A estrutura da revista portuguesa serve como espelho: divertirmo-nos com estilos, danças, canções, mas também somos convidados a olhar para os nossos comportamentos, para as nossas incoerências, para o que toleramos mas também, ignoramos. O  humor aqui é 

O humor aqui não é escapista, é questionador.

As veteranas (Florbela Queiroz, Natalina José e Maria Tavares) trazem uma certa sabedoria: não apenas habilidades de palco, mas também legitimidade para falar do tempo, da mudança, do que ficou para trás ou do que persiste, muitas vezes por hábito. Já António Calvário oferece-nos nostalgia e inovação nas suas magnificas interpretações musicais equilibrando tradição e reinvenção.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Para mim, esta peça transmite algumas mensagens-chaves que quero partilhar: 

Responsabilidade coletiva: a "conta" que Deus fez pode ser vista como uma metáfora para a prestação de contas como sociedade que pode levantar questões. Um convite a questionarmo-nos, se estamos a fazer o suficiente? No que estamos a falhar e no que podemos melhorar?

Memória e identidade: o espetáculo apela ao reconhecimento das raízes culturais, ao valor da tradição, mas também à necessidade de evolução, de não repetir os erros do passado.

Humor (enquanto ferramenta de crítica): através do riso, conseguimos entrar em questões incómodas com menos barreiras. Rir, aproxima, liberta, mas também desafia. 

Temporariedade da vida artística: existe algo de homenagem, de celebração nas vozes daqueles que tanto fizeram (e ainda fazem) pelo teatro, pela música, pela cultura portuguesa. A experiência de ver e ouvir estas vozes quase místicas juntas traz consigo uma sensação de reverência, mas também de urgência: que continuem a existir palcos, plateias, diálogo. 

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Três, a conta que Deus fez! é mais do que um espetáculo para descontrair num final de dia. É um convite para pensar, para rir, para reconhecer o nosso próprio retrato no espelho da revista política e social. No final desta peça, sai-se com uma mistura de sorriso nos lábios, inquietude de pensamentos e gratidão pelo poder do palco para tocar realidades distintas. 

Fonte da foto: extraída da página Sonhos em Cena.

Foi tão bom, tão leve e prazeroso esta noite.

Sai de coração cheio, com um sentimento de gratidão por me ter permitido sair da rotina e ter vindo assistir este espetáculo. A oportunidade de parar um momento para ouvir e aplaudir tão ilustres personalidades que fazem esta bonita arte para todos nós. Viva o Teatro!

E tu, conta-me nos comentários se costumas ir ao teatro? Qual a última peça que assististe? 

P. S. Podes acompanhar mais sobre esta peça através da página Sonhos em Cena.

Todas as fotos deste artigo, são propriedade de Sonhos em Cena do qual foram extraídas, única e exclusivamente para a realização deste artigo. Respetivos créditos atribuídos.